A vida é o que acontece ao redor enquanto estamos no smartphone

Estudo revela que os britânicos checam o celular em média 214 vezes por dia ou mais de 1.500 vezes por semana. Isso equivale a quase um dia inteiro, semanalmente.

MailOnline publicou ontem os resultados dessa pesquisa, realizada no final do ano passado pela agência Tecmark, com 2.000 cidadãos do Reino Unido, sobre os hábitos de uso de smartphones. Acredito que esses hábitos sejam comuns aos usuários de muitos países, inclusive o Brasil.

SmartphoneAddiction

Somos quase todos heavy-users, se o exemplo britânico realmente for o padrão ocidental. Três horas e dezessseis minutos de uso consolidado por dia, em média, falando, checando, ouvindo, olhando, usando o celular de alguma forma, mesmo desapercebidamente.

De fato, muitos reconhecem usá-los às vezes sem nem perceber. Verificar email sem notar. Logar no Facebook, distraído. E quatro de cada dez entrevistados admitiram sentir-se perdidos sem o smartphone na mão ou no bolso.

Alguns chegam a realizar 221 tarefas por dia no seu aparelho, desde meramente telefonar e mandar mensagens até pagar conta e fazer compras. Ou distrair-se.

Em geral, o usuário é acordado, estende a mão para desligar o despertador do seu smartphone e já emenda algum tipo de uso no mesmo instante… às 07.31 da manhã.

Segundo a pesquisa, a maioria checa as mensagens recebidas e até envia alguma antes de se levantar.  Olha o Instagram. Depois, vê os compromissos da agenda, lê as manchetes, verifica o trânsito ou a previsão do tempo (se não na cama, antes de sair de casa).

Addiction

Photo Taco Ekkel

Nada disso, porém, alivia a obsessão que se constata hoje como uma epidemia diante das telinhas dos tabletes e smartphones.

Pois, independentemente da sua inegável utilidade, adquiriram outras serventias, algumas indesejáveis. Por um lado, são meios de diversão, passatempo e distração; por outro, viraram também telas de fuga e escape da realidade.

É o que mostra o vídeo acima, I Forgot My Phone, um eloquente curtíssima-metragem, dirigido por Miles Crawford, escrito e estrelado por Charlene de Guzman do GiantMiles, e que já tem quase 50 milhões de views no YouTube.

As telinhas surgiram e ainda funcionam sobretudo como janelas de informação, comunicação e diversão, mas estão servindo também, marginalmente, como instrumentos de alienação e aversão ao convívio humano.

Não se trata de pregar uma “lei do desarmamento” do tipo fanático: “Entregue seu smartphone já! Abaixo a misantropia.”

Mas há que se atentar para os riscos. Curiosamente, a plataforma de smartphone menos popular no mundo e a última a se lançar foi justamente a que se apresentou fazendo esse tipo de alerta. Veja o vídeo abaixo de pré-lançamento do Windows Phone em 2010.

E não deixe de refletir sobre o uso que você faz do seu smartphone. Tire o melhor dele, não o pior.


Fontes: MailOnline, GiantMiles, Smartphone Addiction, Photo Taco Ekkel

 

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Planejador de marca e comunicação. Fundador da agência NBS. Vice-Presidente do Grupo de Planejamento. Presidente do Conselho Diretor do Instituto Socioambiental. Fotógrafo amador, blogueiro e pescador idem. Saiba mais
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