There is no free lunch

Se alguém quer lhe pagar um almoço ou jantar é porque tem algum interesse. Nada é de graça. A Coréia do Sul resolveu levar esse ditado norte-americano a sério e aprovou uma lei, que cairia muito bem no Brasil.

Na luta para acabar com o vírus universal da corrupção no país, Seúl aprovou uma lei ontem que proíbe qualquer servidor público, jornalista ou professor de escola pública a aceitar uma refeição paga, que custe mais de US$27 (perto de R$100).

Ao mesmo tempo, nem esses profissionais nem seus cônjuges podem aceitar qualquer presente que passe de US$45 (cerca de R$150) ou o dobro disso, no caso de presente de casamento. A lei impõe outras restrições semelhantes e visa coibir qualquer tipo de estímulo à venalidade.

Nesta semana, as escolas coreanas amanheceram com cartazes intimando os pais a não mais permitirem as crianças a levarem presentes para os professores. E os restaurantes já começaram programas de redução dos custos para contrabalançar a perda de receitas que a lei contra as refeições caras vai seguramente provocar.

Curioso pensar que essa lei se aplique também às agências de propaganda e veículos de comunicação, em relação aos seus clientes de governo. Ou que se aplique a qualquer fornecedor de serviços em relação a qualquer servidor público.

No Brasil, iría acentuar a recessão.

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Planejador de marca e comunicação. Fundador da agência NBS. Vice-Presidente do Grupo de Planejamento. Presidente do Conselho Diretor do Instituto Socioambiental. Fotógrafo amador, blogueiro e pescador idem. Saiba mais
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