Seriam abstêmios menos inteligentes?

“Beber moderadamente deixa o cérebro mais esperto, garantem estudos em três países na vanguarda da pesquisa científica.”  Quem deu essa notícia foi o blog Raio Gourmetizador.

Meus amigos jornalistas, Juliana Saad e Mauro Marcelo Alves, alimentam o divertido e interessante blog Raio Gourmetizador na plataforma de leitura Storia: “Cola no raio pra saber qual é a boa no prato, taça, copo. Sem frescura e com conhecimento e humor.”

Ju Saad é especializada em viagem, estilo de vida e luxo. Percorre o mundo em busca dos destinos, pessoas e experiências mais interessantes do planeta.

Mauro Marcelo é escritor, chef de cozinha, consultor enogastronômico, palestrante, jurado internacional de concursos de vinhos e membro das confrarias do Vinho do Porto e dos Enófilos do Alentejo. Foi crítico de restaurantes para Vejinha, Playboy e Jornal da Tarde, e editor-chefe do Guia 4 Rodas.

Teve dois restaurantes: Serena, em Tiradentes, e Bistrô Mauro Marcelo, em Belo Horizonte. Criou o site Luxo do portal iG, foi editor de vinhos da revista Gula e é colunista de Casa e Comida (Ed. Globo). Escreveu os livros “Vinhos, A Arte da França”, “Vinho do Porto, Muito Prazer!” e “O Espírito da Cachaça”.

Mauro é o ghost writer do  Raio Gourmetizador, que a Juliana gerencia. Para os apreciadores de um bom vinho, um saquê e mesmo um whisky ou uma capirinha, desde que tomados com moderação, ele publicou uma boa notícia. Leia!

Beber e ser mais inteligente que os abstêmios

Por Mauro Marcelo Alves

Beber moderadamente deixa o cérebro mais esperto, garantem estudos em três países na vanguarda da pesquisa científica. Nos Estados Unidos, o Estudo Nacional Longitudinal de Saúde do Adolescente (Add Health) acompanhou jovens de 14 a 16 anos, em cinco categorias cognitivas: “muito chato”, “chato”, “normal”, “brilhante” e “muito brilhante”. O estudo foi retomado sete anos depois e a conclusão foi “clara”, segundo os pesquisadores: os jovens melhor avaliados anteriormente pela capacidade de aprender, agora maiores de idade e com desempenho escolar bom, bebiam mais, socialmente, que os menos inteligentes.

E no Reino Unido, o Estudo Nacional de Desenvolvimento Infantil até chegou a um dado concreto, talvez por repetir a pesquisa aos 20, 30 e 40 anos dos voluntários: os “muito brilhantes” cresceram consumindo oito décimos de uma medida padrão de álcool a mais que os “muito chatos”.

No Japão, os pesquisadores do Instituto Nacional de Ciências da Longevidade em Aichi, perto de Tóquio, testaram o QI de 2.000 pessoas entre 40 e 79 anos de idade e chegaram à conclusão de que homens que bebiam até 540 mililitros de saquê por dia tinham um QI 3,3 pontos maior do que os abstêmios ou dos que não bebiam regularmente. Nas mulheres bebedoras, o índice marcou 2,5 pontos a mais.

O álcool sempre esteve presente na vida da humanidade e, segundo a revista americana Psychology Today, há uma abordagem evolutiva para explicar isso. Segundo ela, há 10.000 anos nossos ancestrais teriam recebido sua cota de álcool ao comer frutas podres, em estado de fermentação. Daí para imaginar que a humanidade evoluiu por causa disso não custa nada. Afinal, beber entre amigos e família, com bom senso, só aumenta o bem-estar e, principalmente, o bom humor. Tim tim!

 

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Planejador de marca e comunicação. Fundador da agência NBS. Vice-Presidente do Grupo de Planejamento. Presidente do Conselho Diretor do Instituto Socioambiental. Fotógrafo amador, blogueiro e pescador idem. Saiba mais
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