Rede de Sementes do Xingu

Imagine uma rede colaborativa de trocas, onde uns provêem e outros obtêm sementes de árvores e outras plantas nativas brasileiras, além de conhecimentos locais sobre uso e recuperação das florestas e cerrados.

Uma rede social ampla de comunidades indígenas, agricultores familiares, produtores rurais, pesquisadores, organizações governamentais e não governamentais, prefeituras, movimentos sociais, escolas e entidades da sociedade civil.

Pronto, você tem a Rede de Sementes do Xingu.

Nascida em 2007, no bojo da campanha Y Ikatu Xingu, coordenada pelo ISA, Instituto Socioambiental, a rede tornou-se um reflexo da diversidade sociocultural da bacia do Xingu e uma referência de economia solidária de base florestal.

Atualmente, a rede conta com 5 casas de sementes, 350 coletores e ajudantes, 16 núcleos coletores, 12 sub núcleos coletores, 11 assentamentos, 18 comunidades indígenas e 25 entidades de 21 municípios.

Em sete anos de existência, comercializou 119 toneladas de sementes florestais e gerou R$ 1,344 milhão em transferência direta de renda às famílias envolvidas. Hoje, a Rede de Sementes do Xingu é uma referência em coleta, beneficiamento e comercialização de sementes florestais no Brasil.

Rede de Sementes do Xingu - Instituto Socioambiental - ISA

Rede de Sementes do Xingu – Instituto Socioambiental – ISA

 

Visite o site da Rede de Sementes do Xingu para saber mais:

Na rede, os coletores organizam-se em grupos coletores, que unidos formam os núcleos coletores com diferentes organizações sociais, perfis e motivações.

Os grupos são formados por agricultores familiares, indígenas e viveiristas e passam, basicamente, por três fases: contato inicial com os procedimentos de oferta, encomenda, coleta, beneficiamento, armazenamento e identificação das sementes; organização interna do grupo; emissão de nota fiscal; controle de qualidade, estoque e logística de entrega ao comprador.

Cada grupo ou núcleo possui um responsável, chamado de elo, que tem como funções básicas: registrar e divulgar as experiências na rede, gerir o estoque, a coleta, as encomendas e controlar a qualidade das sementes de seu grupo.

A rede visa disponibilizar sementes da flora regional em quantidade e com a qualidade que o mercado demanda; formar uma plataforma de troca e comercialização de sementes; gerar renda para agricultores familiares e comunidades indígenas e servir como um canal de comunicação e intercâmbio entre coletores de sementes, viveiros, ONGs, proprietários rurais e demais interessados por onde circule o conhecimento que valorize a floresta, o cerrado e seus usos culturais diversos.

Para isso, ela busca criar espaços de diálogos, tais como: visitas, oficinas, reuniões, encontros regionais, além de publicações periódicas que divulgam os trabalhos em desenvolvimento.

Nesses espaços, estimulam-se as discussões sobre a localização, época de floração e frutificação das espécies; as técnicas de coleta, beneficiamento, armazenamento, germinação e quebra de dormência das sementes; as técnicas e evolução dos plantios.

Além disso, discute-se a contínua melhoria na estrutura e funcionamento, que envolve a comunicação entre os coletores, elos e compradores, a comercialização e trocas de sementes e a consolidação e gestão dos núcleos coletores, buscando a autonomia dos núcleos coletores através de um processo continuado e participativo de formação.

 

 

 

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Planejador de marca e comunicação. Fundador da agência NBS. Vice-Presidente do Grupo de Planejamento. Presidente do Conselho Diretor do Instituto Socioambiental. Fotógrafo amador, blogueiro e pescador idem. Saiba mais
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