Os rios voadores da Amazônia

Em tempos de seca e falta d’água no Sudeste, é oportuno rever a palestra do cientista Antonio Nobre sobre o papel dos “rios voadores” no clima que nos circunda. Tive a sorte de estar no TED Amazônia, em 2010, quando ele alertou para as ameaças a esse sistema, que bombeia a umidade para o nosso lado.

Na verdade, todo o Centro-Sul brasileiro e os países na encosta andina se beneficiam diretamente da umidade levada pelos ventos da Amazônia. O desmatamento e a depredação não são um flagelo apenas para as populações que habitam o Norte. Afetam a vida de todos nas principais cidades e regiões do país e do continente, se não do mundo todo.

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Esse fenômeno tem uma explicação:

Os rios voadores são “cursos de água atmosféricos”,  formados por massas de ar carregadas de vapor de água, muitas vezes acompanhados por nuvens, e são propelidos pelos ventos. Essas correntes de ar invisíveis passam em cima das nossas cabeças carregando umidade da Bacia Amazônica para o Centro-Oeste, Sudeste e Sul do Brasil.

Essa umidade, nas condições meteorológicas propícias como uma frente fria vinda do sul, por exemplo, se transforma em chuva. É essa ação de transporte de enormes quantidades de vapor de água pelas correntes aéreas que recebe o nome de rios voadores – um termo que descreve perfeitamente, mas em termos poéticos, um fenômeno real que tem um impacto significante em nossas vidas.

Quem explica é  o site Projeto Rios Voadores (visite-o para saber mais). Veja a seguir um trecho do Globo Ecologia, no qual foi entrevistado o aviador ambientalista, Gérard Moss, divulgador do Projeto.

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Planejador de marca e comunicação. Fundador da agência NBS e do Grupo de Planejamento de São Paulo. Ex- Presidente e atual consultor do Conselho Diretor do Instituto Socioambiental. Saiba mais
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