Comerciais da direita americana contra o acordo nuclear iraniano

Conservadores judeus e políticos republicanos, que se opõem ao acordo nuclear do Obama com o Irã, querem aterrorizar a nação com propaganda explosiva. Literalmente.

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"Baker Shot", part of Operation Crossroads, a nuclear test by the United States at Bikini Atoll in 1946 (Wikipedia Commons]

“Baker Shot” at Bikini Atoll in 1946 (Wikipedia Commons]

O primeiro comercial é da organização não-governamental Advancing Colorado contra o Senador democrata Michael Bennet desse estado, por apoiar o acordo com o Irã.

Nem imagino o que a produtora terá dito aos pais das crianças que fazem a contagem regressiva. Será que elas receberam cachê ou seus pais são militantes pró-Israel que as puseram a trabalhar de graça? Vai saber!

O segundo comercial não fica atrás e é basicamente a mesma ideia filmada de outro jeito. Mas um jeito tão estúpido de ser quanto o primeiro. Foi financiado pela International Fellowship of Christians and Jews e remete a uma petição pública: Tell Washington – Say No to a Nuclear Iran (“Diga a Washington para Dizer Não ao Irã Nuclear”).

O terceiro chama-se The One. Começa com uma família se reunindo para almoçar, como se fosse um comercial antigo de margarina ou caldo de carne. Um comercial mal feito, aliás. Mas que termina como os outros contra o Irã.

Aborda a declaração do candidato republicano à Presidência, Paul Rand, de que “nossa segurança não está sob ameaça porque o Irã tem uma bomba nuclear”. O comercial contesta e conclui que “basta (haver) uma bomba” para começar o caos. Foi produzido pela Foundation for American Security and Freedom.

 

Independentemente do mérito do acordo, do partido que se tome entre Israel ou Irã,  e da religião que se professe, muçulmana ou cristã, uma coisa não se pode negar: isso é propaganda de baixo nível e baixa qualidade.

O que os três comerciais têm em comum? São todos uma emulação de um dos mais famosos comerciais da história eleitoral dos Estados Unidos. Em 1964, no clima de Guerra Fria que se vivia no mundo, o comercial Daisy (“Margarida”) foi decisivo para o democrata Lyndon B. Johnson derrotar o candidato republicano Barry Goldwater.

A mensagem diz basicamente o seguinte: “Votem em Lyndon Johnson senão as menininhas americanas serão atomizadas.”


Fontes: Esquire1, Esquire2, TheConcourse,

 

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Planejador de marca e comunicação. Fundador da agência NBS. Vice-Presidente do Grupo de Planejamento. Presidente do Conselho Diretor do Instituto Socioambiental. Fotógrafo amador, blogueiro e pescador idem. Saiba mais
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