Grandes campanhas de sustentabilidade no Reino Unido

Elas forçaram a separação de uma longa parceria entre a Lego e a Shell. Combateram o marketing de gênero nos brinquedos. Defenderam a sobrevivência das abelhas. Bloquearam um porto de carvão com canoas de madeira.

Obrigaram as lojas Matalan a indenizar vítimas de acidentes em sua fábrica de Bangladesh. Pregaram o desinvestimento na economia de combustíveis fósseis. Denunciaram o financiamento das artes pelas empresas de petróleo. Protegeram o parque natural mais antigo da África. Organizaram uma passeata mundial contras as mudanças climáticas. E denunciaram as marcas de alimentos com práticas insustentáveis.

A lista de causas não é pequena. The Guardian publicou um balanço das campanhas mais bem sucedidas no ano passado: Top 10 sustainability campaigns of 2014.

Por exemplo, contrariando as práticas nas lojas de varejo, uma campanha de pais, iniciada no site MumsNet  –  by parents for parents  – de pais para pais, denunciou o maniqueísmo de gênero: meninas, só cor-de-rosa e bonecas; meninos, só azul e superheróis.

toys

A campanha Let Toys Be Toys conseguiu forçar 14 grandes varejistas britânicos a abandonar o marketing infantil baseado no gênero.

Daí ela se estendeu para as livrarias, acabando com indicação de livros por gênero. Virou Let Books Be Books.

Foto The Guardian

Foto The Guardian

 

A causa das abelhas, batalhada pelos Amigos da Terra, não só ensinou a população a criar ambientes favoráveis e proteger as colmeias, como organizou uma petição nacional que levou o governo britânico a tomar medidas sérias diante da ameaça de extinção.

Para salvar as abelhas da Grã-Bretanha, foi criada uma Estratégia Nacional de Polinização, dentro de um plano de 10 anos para ajudar os insetos polinizadores a sobreviver e se multiplicar.

Finalmente, destaque para o vídeo mais visitado na história do Greenpeace, com mais de 7 milhões de views. A campanha Everything is not Awesome – Nem tudo é uma Maravilha  –  foi um pouco apelativa, mas surtiu efeito, acabando com uma iniciativa co-branded que já contava décadas.

We love LEGO. You love LEGO. Everyone loves LEGO.

Mas quando a aura da marca é usada para fazer propaganda infantil, especialmente para uma empresa sem ética que se ocupa de destruir a natureza que as nossas crianças vão herdar, temos que fazer alguma coisa. A imaginação das nossas crianças é um território virgem despoluído. Ajude-nos a evitar que a Shell a polua dizendo à Lego que pare de vender blocos e kits com essa marca.

Veja também as outras sete campanhas mencionadas por The Guardian:

350.org: Campanha Fossil Fuel Divestment –  Do the Math & GoFossilFree

350.org: Movimento 350 Pacific Climate Warriors – Vídeo Canoas x Carvão

PlatformLondon em parceria com Art Not Oil: Relatório Oil Money in the Arts.

WWF UK: Campanha Save Virunga

Avaaz: Movimento Peoples’ Climate March

Oxfam: Campanha Behind the Brands

38 Degrees: Campanha Matalan #PayUp

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Planejador de marca e comunicação. Fundador da agência NBS. Vice-Presidente do Grupo de Planejamento. Presidente do Conselho Diretor do Instituto Socioambiental. Fotógrafo amador, blogueiro e pescador idem. Saiba mais
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