Campanha encoraja meninas a profissões de STEM

As iniciais de Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática formam STEM em inglês. No mundo 16% das mulheres seguem essas profissões e nos EUA apenas 6,7%. No Brasil deve ser muito menos.

A Microsoft levou ao ar, no dia internacional da mulher, o filme “Change the Odds” ou “Mude a (sua) Chance”, dirigido a meninas pré-adolescentes. Chance de que? De participar da solução dos grandes problemas que afetam a humanidade, como a cura do câncer, a despoluição do meio ambiente e o abastecimento de água.

Criado pela agência M:United/McCann, o filme mostra o encanto de meninas com os avanços e desafios científicos e, em seguida, sua decepção ao saber que têm uma chance mínima de participar deles e mudar o mundo, porque, estatisticamente, são poucas as que enveredam pelas profissões das ciências ditas “exatas”, engenharia, tecnologia e matemática. Foi assunto ontem da AdAge. Assista (legendado em português):

Embora louvável, a Microsoft é criticada pela ligeira distorção da informação de que só 6,7% das mulheres aderem a carreiras científicas nos Estados Unidos, dando a impressão de que os restantes 93,3% são cientistas homens.

Na verdade, o dado vem de uma pesquisa de 2013 (ao lado) que mostra a tendência de apenas 6,7% da mulheres optarem por carreiras científicas, em comparação com 17% dos homens, ou seja, um número 2,5 vezes menor (e não mais de 10 vezes menor).

Este é o terceiro ano de um ambicioso programa de comunicação e relacionamento da Microsoft, intitulado #MakeWhatsNext, isto é, “Faça o que vem a seguir” ou, simplesmente, “Faça o Porvir”.

Mary Snapp, Vice-Presidente e chefe da divisão Microsoft Philanthropies explica o sentido do programa na busca da igualdade de gênero, neste artigo: Inspiring Girls to Stay in STEM and #MakeWhatsNext.

A campanha anterior, lançada no início de 2016, abordou outro aspecto: não só a mulher é desencorajada a seguir carreira em STEM, como também seu papel recente na história das invenções científicas e tecnológicas é absolutamente ignorado, na maior parte das escolas e da imprensa.

No filme abaixo, meninas apaixonadas por ciência sabem apontar inventores do sexo masculino mas não conseguem citar nenhum exemplo feminino de cientista.

A Microsoft não é a única marca a se preocupar com o papel da mulher no progresso científico e tecnológico da humanidade. A Verizon possui um programa semelhante de busca da igualdade de gênero na ciência, sobre o qual comentei no post “Garotas que codificam“, há cerca de dois anos.

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Planejador de marca e comunicação. Fundador da agência NBS. Vice-Presidente do Grupo de Planejamento. Presidente do Conselho Diretor do Instituto Socioambiental. Fotógrafo amador, blogueiro e pescador idem. Saiba mais
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