Marvina, a nova startup de e-commerce

Assim como a BirchBox e a GlamBox, a Marvina vende produtos por assinatura. As duas primeiras entregam comésticos. A Marvina, maconha medicinal.

A BirchBox e a GlamBox enviam produtos de beleza em uma caixa para se experimentar em casa antes de comprar, todo mês. Básicamente, o cliente se cadastra online, paga uma mensalidade pequena, recebe amostras de produtos, experimenta-os e encomenda aqueles que o agradam.

O modelo de negócio foi inventado em 2010 por Katia Beauchamp, 31, e Hayley Barna, 30, ex-colegas em Harvard. Hoje a BirchBox tem franquias em muitos países e vale quase U$ 500 milhões de dólares, ostentando 800 mil clientes. Já tem até uma loja piloto no Soho, em NY.

Em tempos de AliBaba, OLX,  Amazon etc. não é nada fácil ter uma ideia criativa que dê certo em e-commerce.

Pois a Marvina é parecida, só que não. É um serviço de assinatura de maconha medicinal de alta qualidade em São Francico, na Califórnia. Não é só a conveniência da entrega em casa, pois isso já existe, através do Eaze.

Marvina vai além e presta um serviço adicional, eliminando um problema cada vez mais frequente e embaraçoso nos dias de hoje, em muitas categorias: o excesso de escolha. De certa maneira, é uma espécie de “clube do vinho” – ajuda a conhecer e provar as variedades existentes, entregando em casa o que você precisa e gosta.

Em entrevista a The Daily Beast, o CEO e co-fundador da Marvina, Dane Pieri, 26 anos, explica:

O cliente não tem a menor ideia do que fazer diante do amplo menu de opções [de maconhas à venda em um dispensário], a menos que seja um expert. Então, para quem não é especialista nem tem tempo para tornar-se um, a gente alivia esse peso. Não precisa se preocupar.”

Marvina não planta nem sabe nada de maconha. Mas faz parceria com cultivadores e lojas especializadas, que respondem pelo contéudo e pelas orientações aos clientes.

Inaugurada em novembro passado, Marvina é a startup da virada de ano em várias publicações:  The Daily Beast, Ozy, Playboy, San Francisco Weekly, High Times

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O nome vem de uma corruptela de Malvina Reynolds, que canta a música “Little Boxes” (Caixinhas), tema da premiada série de TV “Weeds” (2005–2012), sobre uma viúva que passa a vender maconha para sobreviver e descobre que toda a vizinhança gosta.

 

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Planejador de marca e comunicação. Fundador da agência NBS. Vice-Presidente do Grupo de Planejamento. Presidente do Conselho Diretor do Instituto Socioambiental. Fotógrafo amador, blogueiro e pescador idem. Saiba mais
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