App ajuda os cidadãos a influenciar o traçado das ciclovias

Depois de ter sido votada a pior cidade para andar de bicicleta na Alemanha, Wiesbaden começou a mudar essa reputação ao decidir construir ciclovias. Para melhorar, uma agência digital criou um aplicativo móvel para descobrir os melhores traçados com a ajuda dos próprios ciclistas.

A agência é a  Scholz and Volkmer, que se posiciona como “a creative agency for digital brand management“. Ela achou uma solução interessante para um dilema que afeta tanto os governantes municipais quanto as organizações civís pró-ciclovias.

“A cidade não investe se a população não anda de bicicleta. A população não anda de bicicleta porque não é seguro. Acreditamos que o design e a tecnologia podem resolver esse dilema”, disse o fundador da agência, Mihael Volkmer, à FastC@mpany.

Ao contrário do Haddad, que também teve a brilhante ideia de criar uma malha de ciclovias mas saiu construindo-as por toda a parte em São Paulo, sem consultar ninguém, Wiesbaden está vendo um processo participativo invejável.

O aplicativo Radwende traça a rota que o ciclista faz pelas ruas da cidade e acrescenta-a a um gigantesco mapa coletivo de ciclovias sugeridas para a cidade. O mais bacana é que o painel digital com o mapa fez parte de uma exposição do Museu de Belas Artes de Wiesbaden, como uma instalação artística.

Durante seis semanas, todos os dias, o robô da instalação desenhava no mapa os traçados de quem usava o aplicativo, criando um enorme painel das rotas mais percorridas, portanto, as candidatas mais fortes à contrução de uma ciclovia. A exposição terminou mas o processo de participação continua.

“Para cada X quilómetros que a população pedala, a cidade deveria construir um quilómetro de ciclovias seguras,” explicou Volkmer à FastC@mpany.

“Lojas com problema de estacionamento deveriam dar descontos para quem fosse de bicicleta. Empresas poderiam dar folgas adicionais para funcionários que fossem para o trabalho de bicicleta  –  nós já fazemos isso na agência. Essa abordagem lúdica ( para não dizer de “gamificação”) resolveria o dilema. Vocês querem ciclovias? Andem mais de bicicleta para conquistá-las.”

 


 

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Planejador de marca e comunicação. Fundador da agência NBS. Vice-Presidente do Grupo de Planejamento. Presidente do Conselho Diretor do Instituto Socioambiental. Fotógrafo amador, blogueiro e pescador idem. Saiba mais
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