Acredite: treino de força e cardio rejuvenescem o cérebro

Que os exercícios físicos fazem bem à saúde todo mundo sabe. O que se acaba de provar é que exercitar-se também faz bem ao cérebro e melhora a capacidade cognitiva.

Fazendo força e treinando com frequência, tendemos não só a preservar a saúde do corpo como também a do próprio cérebro. Essa é a conclusão principal de um artigo publicado recentemente, na prestigiosa revista Neurology: Clinical Practice,  da American Academy of Neurologya maior associação de neurologistas e neurocientistas no mundo.

Neurologista, segundo a AAN, é “um médico especializado, treinado no diagnóstico, tratamento e gestão das desordens do cérebro e do sistema nervoso, como a doença de Alzheimer, os derrames, enxaquecas, escleroses múltiplas, concussões, doença de Parkinson e epilepsia”.

O artigo “Exercise for cognitive brain health in aging  consolida os resultados de quase uma centena de estudos que apontam o treinamento de força e o treino cardio ou exercício aeróbico como aquilo que mais se poderia chamar de “droga miraculosa” verdadeiramente, sobretudo em idosos. A dose mínima de treinamento requerida nem é tão exagerada: pelo menos uma hora ao dia,  três vezes por semana, sem jamais deixar de treinar.

Não há nada melhor para preservar o tônus muscular, o bom humor e a mente afiada. Há mais de dez anos, passei a treinar de 6 a 8 horas por semana e vejo a diferença que isso fez no meu bem estar, comparando com a semi-inatividade de há cerca de 20 anos, quando tive um infarto e por pouco não me fui de vez.

O artigo revela que todo mundo e, em particular, os  idosos que se exercitam pelo menos uma hora, três vezes por semana, possuem vantagens cognitivas nítidas sobre os inertes. Quem se exercita tem mais capacidade para resolver problemas e mais rapidez para processar informações.

Mais importante do que gastar mais ou menos tempo em cada sessão de treinamento, é manter um programa contínuo de exercícios ao longo do tempo ou, melhor dizendo, incessante, conforme destacou o blog EurekAlert da American Association for the Advancement of Science (AAAS).

Joyce Gomes-Osman, cientista da Faculdade de Medicina Miller, na Universidade de Miami, que liderou o estudo, afirmou à revista MedPage Today que “há provas de que é possível reverter o envelhecimento do cérebro através da adesão a um programa permanente de exercícios”.

Uma dessas provas é o aumento verificado na velocidade de processamento e no desempenho em testes de habilidades, como a gestão do tempo e a capacidade de prestar atenção.

O Business Insider publicou que:

“Cérebros saudáveis parecem depender da movimentação frequente. Vários estudos recentes ligam a pràtica regular de exercícios à redução do risco de demência senil, às conexões cerebrais mais fortes nos centros-chave da memória e ao desempenho melhor em uma sequência determinada de testes cognitivos.”

Ou seja, tem que treinar, tem que suar, tem que fazer força, tem que se movimentar, se não o corpo  –  e o cérebro  –  definham. Acredite nisso e faça algo!

 

2 Comments

  1. Caio Souza

    21/07/2018

    Excelente artigo, excelente explanação !

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  2. Caio Souza

    21/07/2018

    Excelente artigo!

    Reply

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Planejador de marca e comunicação. Fundador da agência NBS. Vice-Presidente do Grupo de Planejamento. Presidente do Conselho Diretor do Instituto Socioambiental. Fotógrafo amador, blogueiro e pescador idem. Saiba mais
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